O que acontece quando você ensina percepção de fertilidade a adolescentes?

Na década de 80, Leslie Carol Botha ensinou a adolescentes de entre 13 e 17 anos a usar gráficos básicos de fertilidade, em 8 casas de reabilitação para meninas em situação de risco. Uma menina típica do programa teria no mínimo sido vítima de agressão sexual, fugido de casa, usado drogas e álcool e teria acabado na prisão. Trabalhando com essas meninas, a Sra. Botha fez uma descoberta incrível: adolescentes que praticam o uso de gráficos podem retomar o controle de suas próprias vidas.Aqui está o que ela descobriu: para 90% das meninas no programa que acabaram na prisão, seus crimes aconteceram durante a fase pré-menstrual de seus ciclos, aquele momento obscuro do mês que Sra. Botha chama de “cair no buraco do coelho” quando se aumentam a raiva, os comportamentos destrutivos e autodestrutivos, ideação suicida e desejos de drogas e álcool.
A Sra. Botha engajou as meninas em um programa compreensível de educação e saúde menstrual que inclui o registro de seus ciclos como um projeto de arte, com marcadores coloridos e adesivos.
“Os dados que gerei eram surpreendentes”, ela conta. Geralmente se via mais adesivos e cores brilhantes no início do ciclo, seguido de uma descarga de escuridão mais próximo aos 8 dias em cada lado do início do período menstrual.”Não importava quem era a menina, o seu passado, os tipos de abuso pelos quais passou, seu peso ou sua imagem corporal”, descreve “Elas todas caíam no que eu chama ‘buraco do coelho’ em suas mentes.”
Essas jovens mulheres não estavam preparadas para entender as mudanças hormonais em seus ciclos e como essas diferenças guiavam seus humores e seus comportamentos. Após 3 meses graficando dessa maneira rudimentar, essas meninas começaram a perceber de maneira clara seus padrões e então tomaram consciência desse “buraco de coelho” que passavam mensalmente.
Essas meninas se tornaram empoderadas e em controle, diz a Sra. Botha. A autoconsciência e a compreensão de que tais fases são normais e apenas fases, fez toda diferença em suas capacidades de lidar com elas. A Sra. Botha observou também que se referia à si mesma às suas aulas como “abstinência através do empoderamento”.Desde então Leslie Botha se tornou reconhecida internacionalmente como uma experta em hormônios femininos e comportamento. Seu trabalho e sua pesquisa focam no significado do ciclo hormonal e sua relação profunda com a psiquê da mulher. Seus 30 anos de pesquisa mostram como variações de hormônio no ciclo menstrual afetam o bem estar físico, mental e emocional das mulheres.TeenStar: Ensinando meninas a graficar por todo o mundo Por mais de 30 anos outra organização já leva esse conceito além de um experimento e o transformou em um currículo completo. Teenstar é também um programa de educação “abstinência através do empoderamento” baseado em evidencias e de renome internacional, suas instrutoras ensinam a meninas do ensino fundamental e médio sobre seus ciclos e como graficar-los, em escolas de todo o mundo.
A Dr. Hanna Klaus, fundadora do TeenStar explica as mudanças benéficas evidentes em meninas que passam pelo programa:”Descobrimos que demora 3 ciclos em média para meninas tenham poder sobre sua fertilidade. Um dos passos do processo é quando elas conhecem seus ciclos e a duração de suas fases luteas, elas saberão exatamente quando irão menstruar novamente. Quando isso acontece, seus corpos estão se comunica ndo com elas, e elas estão em controle. É nesse momento em que elas facilmente se afastar das pressões externas e tomar suas próprias decisões, elas se afastam das pressões dos grupos se os grupos propõe algo que elas não estão de acordo.”
Um dos resultados do trabalho de Teen Staars é propabilidade muito menor em que essas meninas se envolvam em relações sexuais de maneira muito prematura. O programa foi avaliado pela ChildTrends, uma organização norte americana de pesquisa, quem relata “esse programa é efetivo na redução da taxa de gravidez, atrasando o início da atividade sexual, diminuindo a atividade sexual em jovens sexualmente ativos e melhorando as atitudes em relação à abstinência, em comparação com os alunos dos grupos sem tratamento “.
Aqui estão mais algumas mudanças que os professores da TeenStars em 17 países relataram: – As estudantes podem ser elas mesmas se tornarem mais maduras e auto-centradas – Tira as meninas do estado de vitimas de seus hormonios para o auto controle – Encoraja as estudantes a pensarem mais a frente e a se planejarem antes dos momentos de crises – Melhora esse movimento do meio para o final da adolescencia, aumentando o desenvolvimento do ego da estudante – Confirma o direito dos jovens de saber sobre sua própria sexualidade e os ajuda a encontrar respostas para seus próprios questionamentosAssim como os hormônios naturais conduzem emoções e comportamentos, também fazem os sintéticos, usados para “tratar” flutuações hormonais em meninas jovens e suprimindo seu ciclo inteiro. Enquanto sabedoria empodera, mulheres jovens que tomam anticoncepcionais tem 80% mais chance de ter depressão(1). Durante os anos de adolescente, uma jovem deve desenvolver auto-conhecimento e auto-imagem. O cérebro está passando por grandes mudanças em estruturas e funções (2) De quantas formas os anticoncepcionais podem estar deformando esse processo?Colocar mulheres em contato com seus ciclos as coloca em contato com o poder de sua fertilidade e pode trazer os resultados mais inesperados. A verdadeira consciência para uma mulher inclui essa compreensão e entendimento da sua fertilidade natural.
Fique bem, Anna MigeonTexto original em ingles: https://naturalwomanhood.org/cycle-mindfulness-what-happen…/ Tradução livre por Tai Barroso // A lua em MIM